Este post é em homenagem a uma pessoa muito especial que conheci.
Gostaria de fazer um poeminha, porém nunca fui boa para esse estilo literário. Então...
Só me resta contar uma história!
Era uma vez um garoto. Alto, magro, calado, porém em seu olhar notava-se um pouco de presunção. Adorava um livro, mas este em vez de palavras que formavam histórias, continha números e gráficos.
A priori, ele parecia ser estranho, contudo, ele era apenas diferente. Gostava dos livros de Machado de Assis e de calcular (e rabiscar) por brincadeira. Era feliz assim; como uma criança se divertindo com sua pipa empinada.
Ele gostava da lua, eu sabia que passaria horas afinco sem pronunciar uma palavra, apenas observando-a. Porque tanto eu como ele sabíamos que as palavras muitas vezes, não poderiam traduzir algumas sensações trazidas pelo olhar.
Quando ela (lua) se foi, voltamos, como de costume, as conversas de "alto teor cultural". Eu gostava disso. Ele também.
Seu jeito simples e objetivo de ser me encantara, e quem diria, agora era ele quem estava tentando me traduzir, lendo minhas "estórias", guardadas no caderninho de capa vermelha, ou como ele mesmo nomeara (pra me provocar): "Qualquer coisa".
Adorava importuná-lo, saber que desviar sua atenção de um livro para mim, era algo memorável, único.
Não sei se no fundo ele gostava disso, não importa. Foram momentos bons, que nem a chuva, contínuas interrupções iriam estragar. Os quais guardarei com muito carinho em meu coração.
Porém toda essa "magia" era algo proibido de sentir, o que ao mesmo tempo tornava tudo bem mais interessante.
Infelizmente, as horas passam, os minutos insistem em voar. E aqueles momentos que tive a oportunidade de passar com ele foram aos poucos foram se dissipando. Para minha tristeza, era obrigação que tudo voltasse ao normal; era hora de desarmar tudo e voltar pra casa.
Ele recomeçou a ler e decifrar sua matemática analitica e eu? Cá estou, comendo biscoito de morango e escrevendo essa breve história de um garoto que conheci; torcendo para que momentos assim, aconteçam novamente.
Se esse texto será entregue a ele ou se ao menos ele se lembrará de mim como eu dele, não sei. Contudo levo comigo as lembranças e as sensações trazidas pelo olhar...
Por que como diria Vinícius de Moraes:
"Que seja infinito enquanto dure".
LizzieCaroline
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