quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Reticências...
O sol está quente, mal posso aguentar ficar ali naquela fila entendiante. Minha parceira, calada, também achando um "saco" toda situação. Poucas palavras, tédio e falta de paciência...
Até que por contínuas situações, conheci ele. No momento parecia mais um que compartilhava os mesmos sentimentos comigo com relação aquela fila, engraçado como tuuudo mudou.
Não sei bem explicar, estava tentando ser prática, queria mesmo era ir pra minha casa, mas por apreciar fazer novos amigos, fui até ele e conversei.
Não minto, de primeira gostei! Era legal, passava uma pitada de inexperiência (o que me dava um certo receio), mas também uma forte segurança e confiança.
A conversa se expandiu e cada vez mais eu gostava. Algo me fazia sentir assim, até que de tanto refletir descobri que ele era uma das poucas pessoas que me escultava e sorria com as minhas bobagens... Vamos ser honestos! Eu gostava do sorriso dele e de como seus olhos ficavam.
Ainda bem que não fico vermelha toda vez que estou com vergonha... (!)
Até que ouvi o que não queria.
Não se tratava apenas de "não querer", só não esperava. E por mais que evitasse, me cruzar com ele era inevitável...
E quando ia até a varanda olhar o mar, para esquecer de tudo, lá estava ele sentado na areia...
Frustrante!
Não sei se o verei novamente, ou até mesmo "aquele" sorriso, ou ter o prazer de ganhar com ele no dominó, ou minha péssima forma de ficar envergonhada, ou de tentar ficar calada mas ao invés falar cada vez mais...
Enfim...
A areia, o mar, a ginástica, e até mesmo quando ver algum livro de Nicholas Sparks, vai me fazer lembrar dele.
Não quero que esse post termine com um ponto final como os outros, assim, termino com reticências, por que além de ter uma matiz melódica, indica continuidade. Que assim seja...
"Eu sei que aquele verão cantou em mim, um pouco daquilo que agora não canta em mim" O'Neill
Amplexos reflexivos,
LizzieCaroline
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