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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Era uma vez uma casa

Era uma vez uma casa,
Nunca tinha visto nada igual! Era enorme, suntuosa, tinha uma arquitetura colonial, era de encher os olhos. Ela era toda de pedra, varias escalas de cinza a cobriam. Tinha um pequeno gramado na frente, mas o verde era encoberto pela frieza da casa. Apesar disso, quanto mais eu olhava, mas tinha curiosidade.
Passei diversas vezes pela frente, algo me deixava intrigada: "Será que o interior dela era sombrio?", ou "será que tem móveis?" ou é "uma casa mal assombrada?".
Dias e mais dias passei pela casa, nas minhas corridas matinais, sempre que podia, parava e contemplava sua beleza gótica e desistia de investigar mais. Simplesmente ia embora.
Numa das minhas corridas de rotina, passei despercebida pela casa, só alguns metros depois percebi que sua porta estava aberta.
Volto ou não volto?
A curiosidade foi mais forte! Voltei.
Como quem não queria nada, entrei.
Meu coração batia celerado, estava nervosa de ser pega de surpresa.
Comecei a entrar, devagar, respirando fundo e tentando controlar a emoção de finalmente ter a oportunidade de ver o interior daquela casa e o medo de aparecer um fantasma!
Vocês não podem acreditar no que meus olhos viram!
Aquela casa sem cor e fria por fora, o seu interior era o mais lindo que pude ver em toda minha vida.
Tinha um lustre enorme no centro, cheio de cristais, era tão brilhoso que parecia uma joia reluzente. um sofá tão fofo, que poderia substituir minha cama por ele, fui logo experimentar, em baixo, um tapete tão macio, que a sensação era de que meus pés estavam pisando em nuvens. de frente ao sofá, tinha uma janela, com umas cortinas bordadas, como conseguiram aquele tecido?
Me levantei e no outro comodo tinha uma escada de pedras... Pensei em subí-la, mas logo fui atraída pelo cheiro de bolo quantinho saindo do forno.
Quando estava indo em direção a cozinha, meu celular tocou. Soltei um suspiro de frustração. Não queria sair daquela casa. Ela era demais! Queria ela pra mim!
Relutante sai, mas eu sabia que ia voltar.
Ainda tinham outros cômodos a explorar.
Sai daquela casa, com a sensação de que aconchego nenhum, se igualariam.
E que ela estava destinada a ser minha.


(escrito dia 14/02/17)

to be continue